segunda-feira, 20 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Para os namorados moderninhos!
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Para os namorados de plantão!
Música romântica do Vinicius de Morais, cantada por Tom Jobim e Miucha. Legendado.
(Ela canta)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus
Me sinto incendiar
(Ele canta)
Meu amor juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra...
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
( La ra li ra la ra...)
( La ra li ra la ra...)
(Os dois cantam)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra la ra...
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
terça-feira, 8 de março de 2011
Quem é seu herói?
Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
BOAS FESTAS
DECORAÇÃO DE NATAL!
"Enfeite a árvore de sua vida com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa, amarelo, azul, carmim.
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante.
Em sua lista de presentes em cada caixinha embrulhe um pedacinho de amor,carinho, ternura, reconciliação, perdão!
Tem presente de montão no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora! Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!"
Cora Coralina
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Dia dos Professores!
"O professor se liga à eternidade.
Ele nunca sabe quando cessa a sua influência."
Henry Adams
Acrósticos produzidos pelos alunos do 6º ano vesp.,
homenageando seus Professores.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Uma crônica de Carlos Drummonde de Andrade
Aconteceu Alguma coisa!
Dois guardas à porta, barrando a passagem. O bolo de gente na calçada, espichando pescoço para assuntar.
- Vai ver que mataram alguém no edifício.
- Com certeza assaltaram o banco, e...
- Que banco? Não está vendo que não tem banco nenhum aí?
- Já sei. Pegaram lá em cima um grupo de subversivos, e eles estão encurralados, não querem se render. Não saio daqui enquanto os caras não aparecerem.
Cresce a confusão. Tão rápido, que até parece organizada. Todo mundo colabora para que seja total. E fala, fala.
- Olha aquela velha desmaiando!
- Velha coisa nenhuma, é uma lourinha muito da bacana.
E não está desmaiando, está é brigando de unha e dente, alguém apalpou ela ou afanou a bolsa.
- Te garanto que houve morte. Um padre abriu caminho e entrou lá dentro, apesar dos guardas. Padre mesmo, desses de batina, sacumé?
- Se o cara já morreu, não adianta ele entrar, ora essa. Salvo se ainda está agonizando. E quem garante a você que por estar de batina esse que entrou lá mão é padre de araque? Tem muita falsificação pelaí.
- Não estou vendo fumaça.Incêndio não é.
- Pode ser nos fundos. Espera até a fumaça aparecer. O último incêndio que eu assisti, na Tijuca, levou horas para combater.
- Quem sabe foi uma manicure que se atirou no pátio? Já vi um caso assim.
- Por essa e por outras é que só moro em casa, e térrea, sem escada, para não dar grilo. Eu, hem?
- É, mas tem muito inconveniente. Nas casas baixas a poluição é servida a domicílio.
- Repara aqueles dois entrando na raça.
- E na raça foram rechaçados, tá vendo?
- Pronto, interditaram o edifício.
- Pior. Estão esvaziando o edifício.
- Corta essa. Todo mundo tem direito de entrar e direito de sair. E os que trabalham lá em cima, por irão deixar de trabalhar? O que precisam subir para ir ao dentista, ao médico, sei lá, com que direito são impedidos? Tá errado. Qual, isso é um país sem...
- Calma, Secundino. Acho bom você moderar suas expressões.
- É, mas o Senador Farah Diba entrou com passe livre, espia só!
- Não tem Senador com esse nome, sô.
- Tem um parecido, mas é deputado.
- Deputado ou não, com esse ou com outro nome, mas entrou. Eu vi.
- Então não há tragédia, ele não é de ir aonde pega fogo.
- Cerraram as portas de aço!
- Isso tá me cheirando a elevador despencado. Não tem dia que não caia um em Copacabana. E essa ambulância que não vem? Devia ter sempre uma ambulância de plantão na porta de cada edifício.
- O diabo são os palestinos. Imagina se a carteiro deixou na portaria uma daquelas cartas com bomba...
- Já não se tem onde morar sossegado. Até entrar pelo cano é perigoso. Lá dentro tem
assaltante à espera.
- E na rua então? Que é que nós estamos fazendo aqui, ameaçados de todos os lados, prestando atenção num negócio que não é da nossa conta, me diga o senhor?
- Sei lá. Mas agora está saindo um caixotão, não atino o que seja. Quem sabe se não é
um novo crime da mala!
- Nem me fale nisso. Só de pensar, fico toda arrepiada; passe a mão no meu braço, veja como estou. Cortar um pobre de Cristo em fatias, feito mortadela, depositar na mala e despachar de avião!
- Era de trem que as malas com cadáveres se despachavam, sua ignorante.
- Isso foi no seu tempo, vovozinho. Hoje, quem é que passa para trás o avião para dar preferência a trem de ferro?
- Pois então vamos chegar perto e espiar o caixão do defunto.
- Não é caixão, gente, é geladeira!
- O quê? O defunto estava dentro da geladeira?!
- Ah, meu chapa, tu não morou que isso é uma liquidação de eletrodomésticos?
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 12 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Parodiando com as cantigas de roda.
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Parodiando com as cantigas de roda.
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“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a volta e meia, meia volta vamos dar”. Quem, entre as pessoas com mais de 30 anos, não conhece os versos que embalaram tantas e tantas brincadeiras infantis até os anos 1970?
Essas tradicionais canções que durante tanto tempo serviram de porta de entrada para o conhecimento popular e para uma primeira e inesquecível aventura pelos campos da prosa e do verso simplesmente sumiram de cena...
O papel da Escola de Educação Básica Mário Bonessi é fundamental como espaço de resgate e preservação cultural, ambiental e, consequentemente da vida, como apregoa o seu grande projeto de Valorização da Vida. Este é um trabalho que visa possibilitar a integração da temática ecológica com o espaço lúdico das cantigas de roda reconhecidas pela sociedade e o contato das crianças com as mais variadas situações comunicativas para que assim comecem a perceber a função social da oralidade e da escrita, percebendo esta forma de linguagem como veículo de comunicação e ideias.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Eu quero entrar na rede! E você?
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleja ...(2x)
Que veleje nesse informar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contatar
Os lares do Nepal,os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar...
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